Como levantar uma rodada de investimento anjo?

Você sabe como levantar uma rodada de investimento anjo? Neste post, explicamos o que é e...

Nos últimos 6 anos, o número de startups no Brasil mais que dobrou e segundo dados da Startupbase, e atualmente existem mais de 12 mil em nosso país. 

Com todo esse crescimento, é natural que cada vez mais apareçam aceleradoras, fundos de investimentos, investidores anjo e também começar escutar diversos jargões desse universo, como “product market fit”, “early adopters”, “growth hacking”, “unicórnio” entre outros.

Uma das fases mais críticas de toda empresa é a fase inicial, sair de um conceito e operacionalizar o negócio. Geralmente nessa fase de início de operação é comum startups levantarem uma rodada anjo de captação. 

Por um lado, essa rodada é uma das mais importantes do negócio pois ela pode impactar toda a história da empresa. Por isso é importante ficar atento para alguns pontos antes de fazer uma primeira rodada.

1. Alinhe expectativas com seu investidor anjo

O número de investidores anjo no Brasil só cresceu nos últimos. Muitas pessoas descobriram que investimento anjo é uma boa opção para diversificar o portfólio de investimento, saindo do tradicional renda fixa e imóveis. 

O investimento pode ser feito a partir de R$20 mil chegando em alguns casos até R$500 mil (não se apegue a esses valores, estamos apenas mostrando uma faixa, como exemplo, como é um investimento viável). Por um outro lado, esse é um dos tipos mais arriscados de investimento, pois ele não possui liquidez no curto prazo (considere isso por pelo menos 4 anos). 

Sendo assim, é muito importante que ambos os lados entendam essa dinâmica de alto risco, sem liquidez e alto potencial de retorno no longo prazo.

2. Saiba como o investidor anjo pode contribuir para seu negócio

Antes de fechar um contrato de investimento anjo, saiba como aquela pessoa pode contribuir para seu negócio. Existem diversas formas que um investidor pode te ajudar, seja abrindo portas comerciais, auxiliando na criação de processos, apresentando para pessoas estratégicas ou até mesmo entrando na operação em alguns momentos. Geralmente, a maior parte dos investidores anjo bem sucedidos possuem dois tipos de características:

  • Possuem grande experiência no mercado de atuação da startup ou; 
  • Conhecem muito bem os empreendedores. 

Se o investidor que você está conversando não se encaixa em nenhum desses dois atributos, é importante buscar referências de pessoas que já receberam investimentos desses anjos ou então trabalhando por alguns meses antes de começar o negócio. 

3. Não tenha uma diluição grande do negócio

Caso a startup busque uma trajetória de crescimento acelerado por muitos anos seguidos, se tornando uma grande empresa, é fundamental que nas primeiras rodadas de captação os empreendedores preservem a diluição do negócio, sendo recomendado diluir até 20% do negócio antes de um primeiro fundo de investimento institucional entrar. 

Essa recomendação tem uma única razão, para crescer em ritmo acelerado em um curto período de tempo, a empresa precisará de uma montante relevante de capital e abrir mão do lucro. Dado que o risco é muito alto nenhum banco empresta dinheiro para uma empresas deste perfil, sendo necessário fazer uma captação via equity, ou seja, abrir mão de um percentual da empresa. 

A única forma de levantar capital será através de participação no negócio, por isso é importante que desde o começo a empresa tenha bastante espaço para investimentos ao mesmo tempo que não tire os empreendedores do negócio, que são a peça chave. 

É muito comum startups levantarem rodadas anjo de 30% / 40% e depois não conseguem realizar novas rodadas, pois nenhum fundo de investimento possui interesse em entrar posteriormente, dado a participação de anjos ficarem mais relevantes que a dos próprios fundadores.

4. Contratos e Termos

Se o investidor anjo não está disposto a entrar no risco junto com empreendedor, é melhor nem avançar na negociação. A pior coisa que um empreendedor pode passar no início de uma empresa, é ficar com a sensação de que a qualquer momento o investidor pode pedir o investimento de volta. 

No início da startup já existem milhares de preocupações, como desenvolver produto, contratar os primeiros funcionários, estruturar processos de vendas, realizar campanhas de marketing, lidar com a burocracia do Brasil e se for para ter uma investidor anjo que seja mais uma distração e uma barreira no meio desse caos, não avance na negociação

O mais recomendado é fazer um captação de investimento através de um instrumento que se chama dívida de mútuo conversível, que nada mais é que uma dívida que a startup toma de um investidor com um prazo de vencimento, e nesse prazo de vencimento o credores possuem a opção de converter aquela dívida em participação no negócio. 

Ou então, caso tenha uma nova captação de investimento os anjo podem converter também e/ou aumentar a participação no negócio. A boa prática de mercado recomenda esse tipo de instrumento.

5. Crie rituais e seja transparente

A relação investidor e empreendedor precisa ser de total transparência. É recomendável que o empreendedor comunique os investidores (pelo menos mensalmente) dos avanços da empresa, conquistas de novos clientes, desenvolvimento de produto, faturamento e o mais importante –  fluxo de caixa. 

Ao mesmo tempo, comunicar as coisas que não estão funcionando. O investidor geralmente é uma pessoa com mais experiência que pode te auxiliar em resolver os problemas mais críticos, ou então, apresentar para quem possa ajudar.

Ser transparente no início da relação irá facilitar muito as coisas ao longo do caminho, e potencializar ações e crescimento.

A Conta Simples nasceu com objetivo de ajudar empreendedores a crescer o seu negócio. Fique de olho em nosso blog para mais conteúdos.

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